Angola: ENDIAMA revê produção em baixa para “10,5 milhões” de quilates em 2022

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A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) anunciou hoje que estima produzir este ano 10,5 milhões de quilates de diamantes e arrecadar 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), abaixo do inicialmente previsto.

As perspetivas de produção e arrecadação de receitas para 2022 foram avançadas hoje pelo presidente do conselho de administração da estatal diamantífera angolana, José Ganga Júnior, afirmando tratar-se de projeções “bastante conservadoras”.

A Endiama previu inicialmente produzir este ano 13,8 milhões de quilates de diamantes e ter proveitos na ordem dos 1,9 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), mas devido ao “atual contexto e os preços do mercado” a empresa “corrigiu” as projeções iniciais.

“As informações que temos hoje, no que se refere no domínio dos diamantes apontam para uma certa contração em termos de preços, daí que preferimos ser um bocado conservadores, mas se porventura conseguirmos obter preços substancialmente superiores, vamos todos bater palmas”, explicou José Ganga Júnior.

Os dados foram avançados esta segunda-feira, em conferência de imprensa de balanço das atividades desenvolvidas em 2021 e as projeções para 2022 no quadro das celebrações dos 41 anos da empresa, assinalados a 15 de janeiro.

Segundo o presidente da Endiama, o capital humano do subsetor de diamantes conta com uma força de trabalho de 19.461 trabalhadores, distribuídos por várias profissões, sendo 15.096 diretos e 4.365 indiretos, com a Endiama a absorver 454 funcionários.

“Este número tende a crescer, tendo em conta a estratégia de dinamização e implementação de novos projetos tanto em prospeção como em produção”, disse o responsável.

Pelo menos 39 projetos diamantíferos estão em prospeção, nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico, Malanje, Cuanza Sul, Huambo e Bié e em produção estão já 13 minas, sendo 10 em depósitos secundários e as restantes em depósitos primários.

Ganga Júnior falou igualmente sobre a atividade de exploração semi-industial que conta atualmente com 264 cooperativas licenciadas e estão em funcionamento 62, nomeadamente 29 em prospeção, 33 em produção e 202 paralisadas.

A atividade de exploração semi-industrial de diamantes, em 2021, permitiu a recuperação e comercialização de 50.750 quilates de diamantes e gerou receitas no valor de 7,10 milhões de dólares (6,2 milhões de euros).

A conclusão do processo de transferência da função concessionária para a Agência Nacional de Recursos Minerais e a transferência das sedes da Endiama Mining e da Fundação Brilhante para a província de Lunda Norte foram apontados como ganhos da instituição.

A assinatura do contrato de investimento mineiro com a multinacional da mineração Rio Tinto, para a exploração do Projeto Chiri, e a aquisição da empresa GEOANGOL, empresa de geologia e sondagens, para reforçar a capacidade investigação geológica da Endiama são igualmente outros ganhos do setor.

Por seu lado, o administrador da Endiama para a área dos Recursos Humanos e Assuntos Jurídicos, Osvaldo Jorge Van-Dúnem, falou sobre os desinvestimentos dos negócios não nucleares da diamantífera estatal angolana.

Nesse domínio, explicou, “está em curso a elaboração dos procedimentos para a realização do concurso público para a venda do Hotel Diamante, em Luanda, e está já concluída a preparação dos elementos contabilísticos para a privatização da sociedade Alta 5, empresa de segurança detida pela Endiama”.

Osvaldo Jorge Van-Dúnem deu conta igualmente da contratação de uma empresa especializada para a determinação do valor das ações a alienar em bolsa correspondente a 40% da quota da Endiama no seu capital social.

 

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