Angola: Professores do ensino superior vão entrar em “greve” contra recusa do Governo em aumentar salários

1
767
O Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Angola (SINPES) marcou para o dia 29 de Outubro o início de uma greve, em todas as universidades públicas e institutos superiores do país. Paralisalão começa no dia 29 contra recusa do Governo em aumentar os salários e realizar eleições dos gestores das unidades orgânicas.

Em causa estão antigas reivindicações que o Governo não se tem mostrado disposto a satisfazer, entre as quais o aumento dos salários e a realização de eleições para escolha dos gestores das unidades orgânicas, segundo disse o secretário-geral daquele sindicato.

Eduardo Peres Alberto disse à VOA que em Setembro passado a sua organização já tinha avisado o Ministério do Ensino Superior que se as reivindicações não fossem atendidas a paralisação seria inevitável a partir de Outubro e diz haver “falta de vontade política” por parte do Governo.

“Em 2018, o Presidente João Lourenço assinou um despacho em que orienta o Ministério do Ensino Superior,Ciência Tecnologia e Inovação a criar as condições para a realização de eleições em todas as universidades públicas e suas unidades orgânicas a partir de 2019, o que não aconteceu por razões pouco fundamentadas”, disse Perez Alberto.

Refira-se no dia 5 de Outubro, aquando da abertura do novo ano lectivo no Ensino Superior, o Presidente angolano, João Lourenço, reconhceu na cidade do Bié a necessidade de um maior investimento no sistema de ensino superior e prometeu aumentar a verba destinada ao sector, ainda este ano, bem como as bolsas de estudo internas, nos níveis de graduação e pós-graduação, como forma de premiar o mérito estudantil.

João Lourenço reiterou também na ocasião a aprovação do novo regime jurídico que permite às instituições do ensino superior realizarem os seus pleitos eleitorais.

 

1 COMMENT

  1. […] Os professores do ensino superior em Angola entram em greve geral por tempo indeterminado a partir d…, como forma de protesto pelo incumprimento das exigências do seu caderno reivindicativo pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI). Sindicato diz estar aberto ao diálogo, mas a paralisação é por tempo indeterminado. […]

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here