Angola: Prisão de Augusto Tomás cria “roptura” entre João Lourenço e Manuel Aragão

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Dois votos desfavoráveis a manutenção da prisão do antigo ministro dos transportes, Augusto da Silva Tomás, podem estar na base da rotura entre o Presidente da República e o Presidente do Tribunal Constitucional, segundo avaliações.

Augusto Tomás foi restituído à prisão na semana passada para dar sequência ao cumprimento de uma pena de 14 anos, após permanecer cerca de nove meses em casa por razões consideradas humanitárias.

Nesse período, “a sua defesa interpôs dois recursos Extraordinário de Inconstitucionalidade, que mereceram voto favorável de Manuel Aragão, por acreditar que existem muitos elementos que certificam a violação do princípio do direito ao julgamento justo”.

A data da prisão de Tomás, já o juiz Aragão tinha manifestado desacordo por considerar que o réu estava no pleno gozo do seu estatuto de deputado, logo, tinha imunidade e não podia ser preso.

A posição do Presidente do TC não foi bem recebida na cidade alta, que tem no caso Augusto Tomás, marco importante na luta contra os chamados marimbondos.

“Augusto Tomás que é compadre de João Lourenço, foi detido desde o dia 21 de setembro, sob acusação de desvio de fundos públicos do Conselho Nacional de Carregadores (CNC)”.

Observados, acreditam que interesses contrários aos do  “compadre – presidente”, precipitaram a caída em desgraça de Augusto Tomás.

 

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