EUA: Casa Branca terá pressionado aprovação de vacina

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Casa Branca terá pressionado responsável da FDA para aprovar vacina da Pfizer até esta sexta-feira
O chefe de gabinete da Casa Branca terá dito ao responsável máximo da Food and Drug Administration que tinha de aprovar a vacina da Pfizer até esta esta sexta-feira. Caso contrário, seria despedido.

Mark Meadows, chefe de gabinete da Casa Branca, terá tentado pressionar o responsável máximo da Food & Drug Administration (FDA), Stephen Hahn, a aprovar a vacina da Pfizer/BioNTech nos Estados Unidos da América. Segundo noticiam vários jornais e agências norte-americanas, Meadows terá dado a Hahn até ao final do dia desta sexta-feira para aceitar a vacina, revelaram fontes próximas. Caso contrário, poderia ser despedido.

De acordo com a CNN, Meadows terá telefonado a Hahn durante a manhã desta sexta-feira para lhe dizer que precisava de acelerar a aprovação da vacina. Uma fonte próxima adiantou ao mesmo canal de televisão que o ainda Presidente Donald Trump tem tentado apressar o processo desde que o tratamento começou a ser administrado no Reino Unido no início desta semana.

Ainda esta sexta-feira, Trump criticou a “muito burocrática” FDA, “uma grande, velha e lenta tartaruga”, de ter atrasado a aprovação de “numerosas novas e fantásticas vacinas” e apelou a uma maior rapidez no processo da Pfizer. “Liberte o raio das vacinas agora, Dr. Hahn”, declarou, dirigindo-se diretamente ao responsável máximo do organismo. “Pare de brincar e comece a salvar vidas!!!”.

A notícia surge horas depois de a FDA, responsável pela aprovação dos medicamentos nos Estados Unidos, ter indicado em comunicado que, após o parecer positivo do painel de especialistas conhecido durante a noite desta quinta-feira, iria “trabalhar rapidamente para a finalização e a emissão da autorização de uso de emergência”.

A discussão e votação deste painel de especialistas, encarregado de emitir um parecer sobre a vacina da Pfizer, era o último passo técnico nos esforços da FDA rumo à aprovação para o uso de emergência do tratamento. Do grupo de 22 especialistas, 17 votaram a favor, quatro votaram contra e um absteve-se.

Num comunicado citado pelo The Washington Post, que começou por avançar a notícia, Hahn recusou que tivesse sido pressionado por Meadows durante o telefonema desta sexta-feira. “Esta é uma representação falsa do telefonema com o chefe de gabinete”, começou por dizer. “A FDA foi incentivada a continuar a trabalhar expeditamente no pedido da Pfizer/BioNTech. A FDA está empenhada em emitir a autorização rapidamente, como fizemos notar no comunicado desta manhã.”

Rita Cipriano

OBSERVADOR 

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