COVID-19: Presidente angolano apela a “ação coletiva e solidária” para vencer a doença

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O presidente angolano, João Lourenço, disse hoje que Angola diversificou a oferta de vacinas pata proteger a população e apelou ao reforço da “ação coletiva e solidária” dos países e doadores privados participantes na aliança Global das Vacinas (GAVI).

“Gostaria de apelar aos países e doadores privados participantes do “One World Protected Summit” no sentido de oferecerem todo o apoio possível a esta iniciativa, porquanto estamos cientes que a vossa ação coletiva e solidária vai contribuir para superar este enorme desafio com o qual as nossas populações e Estados se encontram confrontados”, disse João Lourenço que hoje participou videoconferência, numa cimeira sobre a proteção da população mundial contra o perigo da pandemia da Covid-19.

O evento foi uma iniciativa da Aliança Global das Vacinas (GAVI, o acrónimo em inglês) entidade dirigida pelo antigo primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, e contou com a participação de líderes mundiais como o secretário-geral da ONU, António Guterres, a presidente da Comissão Europeia, Úrsula von der Leyen, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o primeiro-ministro de Itália, Mario Draghi.

João Lourenço sublinhou que Angola está a responder à pandemia da COVID-19 através da vacinação, num contexto de dificuldades económicas, “mas com muito empenho e dedicação do pessoal da saúde, da educação e das Forças de Defesa e Segurança” e elogiou a adesão população “que tem vindo a acorrer aos postos de vacinação”.

Angola construiu um novo armazém central de vacinas e implementou uma plataforma digital de gestão em tempo real de vacinas e material de vacinação que já está a funcionar em seis províncias e em processo de expansão para as demais províncias, adiantou o presidente angolano, salientando que o país lançou também um registo eletrónico individual de imunização.

João Loureço agradeceu à COVAX (mecanismo que visa uma distribuição mais igualitária das vacinas) pelos 1,1 milhões de doses de vacina contra a COVID-19 já recebidos e realçou que Angola tem diversificado a oferta de vacinas para ampliar a proteção da sua população.

Estima-se que as doses de vacina para os países do grupo AMC92 (grupo de 92 economias de baixo e médio rendimento) venham a aumentar até se atingir o número correspondente a 20% das nossas populações, acrescento o chefe de Estado angolano.

Líderes de quarenta países e várias organizações e empresas comprometeram-se hoje a contribuir mais quase 2,4 mil milhões de dólares para o mecanismo COVAX distribuir vacinas da covid-19 pelos países mais pobres.

O presidente da GAVI José Manuel Durão Barroso, considerou que os compromissos assumidos hoje numa cimeira internacional coorganizada com o Governo do Japão “lançam um caminho para o fim da pandemia”.

O COVAX atingiu 9,6 mil milhões de euros em financiamento para compra de vacinas e 807 milhões para entregas, prevendo-se que permitirão proteger quase 30% da população adulta em 91 países de rendimentos mais baixos, com entregas previstas para este ano e para o início de 2022.

Os países participantes na cimeira de hoje comprometeram-se ainda a doar mais de 54 milhões de doses que têm em excesso, atingindo-se uma reserva total superior a 132 milhões de doses para o Covax.

Entre este ano e 2022, o COVAX tem prevista a entrega de 1,8 mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

No encerramento da cimeira, Durão Barroso assinalou os 300 milhões de euros adicionais prometidos pela Comissão Europeia e pelo Banco de Investimento Europeu, que permitirão ao COVAX “comprar rapidamente vacinas para os países da África subsaariana”.

Vários parceiros privados da COVAX comprometeram-se com donativos de 300 milhões de euros.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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