Angola: “Interesse Nacional vs Interesse de Uma Classe” – Adriano Sumbo

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INTERESSE NACIONAL VS INTERESSE DE UMA CLASSE
 
A construção de uma nação em uma terra multiétnica cujas fronteiras físicas divergem com as fronteiras étnicas, é um desafio enorme, dada as inúmeras diferenças de diversas natureza.
 
Angola sendo um Estado unitário, que prega por meio do seu hino a noção de unidade nacional “um só povo uma só nação” a concepção daquilo que convém e importa à todos, em detrimento de uma meia dúzia de indivíduos, é posto em causa, quando olhamos a realidade em que nos encontramos.
 
Quando lidamos com os caos sociais que marca a nossa sociedade (mortes por fomes, malárias e febres e…). Deparamo-nos com o sentido inverso daquilo que é a base política de um Estado que tem uma unidade política soberana, que se diz possuir um interesse nacional. Quero aqui realçar que a abordagem aqui é feita no plano interno, não no externo.
 
O ideal democrático de que a segurança e o bem estar social é o fim último do Estado, bem como o interesse geral é a base sobre a qual a sociedade deve ser governada, é posto em causa, visto que cá na banda, não existe uma clara distinção entre os interesses nacional e os interesses de uma Classe (a chamada classe dos marimbondos ).
 
Entendo por Interesse nacional, uma espécie de objectivo político geral de um Estado, que congrega de forma directa ou indirecta as aspirações da nação, apoiando se em pressupostos históricos e sociais com vista a garantir os objectivos que estiveram na base da construção do Estado. Interesse de uma Classe por sua vez, diz respeito ao proveito que um determinado grupo de indivíduos se propõe em defender para com isso, garantirem os benefícios grupal.
 
Portanto, a ganancia grupal ou de classe, quando sobrepõe o interesse nacional, o país chega ao ponto onde nos encontramos (adjectivando uns de moribundos e outros de…). Os integrantes da classe que sobrepuseram os interesses nacional, não querem perder ou ao menos criarem condições minimamente condigna ao povo que dizem ser parte dela. Pelo contrário, eles querem ainda mais dinheiros, terras e poder, ou seja, qualquer coisa para se sentirem melhores que nós ( é só olharmos ao difícil nível de vida da maior parte da população, as constantes mortes diárias nos hospitais de todo o país).
 
Problemática análoga se apresenta, ao nível de mentira que dizem ao povo (povo especial na fase eleitoral), por causa do orgulho tolo de pensar que só eles merece as benesses que esta terra linda nos dá, e consequentemente se convencem que é justificado, mas não é. Usam a manipulação para torna possível, em maior ou menor grau, o comportamento mendiguista na maior parte da população (chamam aos seus deveres esforços x, esforços y, estamos a nos esforçar para… como se tivessem a fazer fAVOR).
 
Portanto, por incrível que pareça, não se percebe que deste jeito a maioria morrerá ou está a morrer, o legado “salva se quem poder está em vigor”. Ficou enraizado os esforços simulados, falsos esforços; a classe detentora dos interesses que sobrepuseram aos interesses nacional, não estão dispostos a lutar pela boa causa, as causas dos mais carentes. Cabe a nós, filhos desta terra, que sofre sente os males causados por esses moribundos, lutarmos para reverter esse cenário tão desvantajoso que desseca todos os nossos irmãos.
 
Diante deste cenário, a questão é: você tenciona lutar para viver em uma Angola melhor, ou viver acreditando em promessas vazias de políticos charlatões que lutam pelo interesse individual (políticos esses encontrados nos partidos da nossa praça)?
 
Temos que mudar o nosso modo de ver e fazer a política, e lidarmos com o nosso semelhante; ou aceitamos ser eternos brinquedos de uma meia dúzia de indivíduos, ou lutarmos para contruir uma Angola melhor. Enfim, se acertamos hoje, amanhã certamente será melhor. “Angola avante pela revolução”.
 
Adriano Sumbo (on facebook) Politólogo/estudante de Filosofia. (ISCED).
21.05.2021

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