Angola: O incumprimento das promessas eleitorais de João Lourenço

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 Aos 45° aniversário de sua Independência, Angola celebra com fúria, indignação aquela que seria a maior festa nacional, ficou marcada por por protestos pela gritante crise social que assombra o País.

A nossa DIPANDA de hoje

Muitos são os Angolanos que não encontram razões para comemorar com júbilo está data. Não basta somente honrar as figuras históricas que marcaram está Independência ela deve refletir na vida do cidadão.

Ambiente político e econômico

JL chegou a presidência com boas promessas eleitorais mas, não passou disto mesmo “promessas eleitorais” porque os sinais da crise econômica eram visíveis para os economistas desconectados do endeusamento da mágica do mercado. Optar pelo liberalismo econômico no contexto actual, era no mínimo um suicídio João Lourenço e sua equipe econômica estavam condenados ao fracasso.

A ideológica do Neoliberalismo convenceu o mundo dos intelectuais é acadêmicos fieis ao sistema que o Estado é algo insuficiente e que o mercado desregulado deve ser mais eficiente e que devemos delegar quanto mais todo processo da sociedade na verdade, o liberalismo econômico significa que este Estado foi dedicado a expansão do grande capital e fortunas obedecendo tanto as instituições Bretton Woods como as burguesias locais causando um aumento exponencial da pobreza.

Partindo deste ponto vimos o incumprimento das promessas eleitorais, o agravamento das condições de vida dos Angolanos a pobretológia e o nascer de um governo que não reflete as palavras que marcaram sua eleição de 2017. Diante deste cenário, o campo político se degrada com uma crise identitária e o executivo sobe o tom com rebuçados e chocolates uma radicalização dos discursos que é reverberado em todo seu executivo com a demonização da oposição que não é adversária mas que fica então marcada como inimiga. Inimiga do povo, inimiga da paz, inimiga da verdade porque estes são os puros uma retórica que mina a pobre democracia seguida de decretos que parecem mais a uma ditadura e um Presidente mais autoritário que o seu antecessor. A verdade é que estamos diante de um território novo e HA UM NOVO ANGOLANO. Um Angolano totalmente desconectado com os discursos de desculpas da guerra ou da oposição. Este Angolano resistirá as balas e qualquer tipo de opressão estes caprichos inoportunos para democracia, estas concessões jurídicas para o conforto do Presidente não o salvaram deste novo Angolano. O executivo de João Lourenço deve perceber que é chegada a hora de abrir-se para os acordos políticos por razões táticas em determinadas legislações com a direita. As colisões táticas com quem quer que seja são importantes e isto não significa que devemos renunciar totalmente nossas visões mais radicais de esquerda.

Enquanto falsifica-se uma ira popular, aprovam-se leis e decreto que empobrecem a classe trabalhadora segundo as previsões, a austeridade terá fim em 2021 o que no nosso entender e segundo a lógica do mercado diante do contexto econômico actual, vamos assistir o agravamento e com este ambiente não atraímos o investimento estrangeiro logo, teremos os “Ativos” um Museu de Ativos recuperados.

O caminho para estimular a Economia será a produção interna e para tal precisamos de um estado empreendedor contrário a lógica do mercado.

A gloria de um Rei não está no seu poder, nos seus bens. A gloria de um Rei está nos seus colaboradores, na qualidade de pessoas a sua volta, gente honesta, íntegra.

Bem haja

Marcelo Zacarias

Pesquisador.
13/11/2020

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