Angola: “Estado da Nação ou estado de corrupção” – Marcolino Moco

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Como não “estado de corrupção”, se magistrados, putativos guardiões da própria Lei, do Direito e da Justiça são atordoados com prendas top de gama (carros, casas e que mais?!!) antes de atordoarem todos os reinos da “segurança e certeza jurídicas” em cada caso relevante que lhes caia às mãos? E tudo à vista de todos!

Como “não estado de corrupção”, se partidos e entidades políticas, como Abeis e Cains, são interrompidos a caminho de projectos alternativos (quiçá de maior grandeza), para lhes acenarem a restituição de ambições legítimas que ontem lhes foram recusadas por tribunais ditos “soberanos”?!

Como não “estado de corrupção”, se a nossos melhores homens e mulheres da comunicação social, se coarcta a liberdade de contactos com todas as fontes de informação política, económica e social relevantes, para nos comunicarem trivialidades, sob o risco de caírem na indigência?

Que “Estado da Nação” é este em que “securitárias” do Estado (vulgo “bófias”) e gabinetes de acção psicológica e ideológica, abertamente instalados no Palácio ou escudados atrás da sigla do partido no poder de um Estado democrático e de direito (não seria mais corajoso decretar-lhe o fim e justificar o golpe que está ser, fatalmente, dado às instituições democráticas!?), dispendem rios e rios de dinheiro para destruir partidos políticos, integrar instituições e personalidades relativamente credíveis, em estruturas de mero charme!?

Há quem diga que a destruição do pouco que funcionava com José Eduardo dos Santos, é mesmo para deixar tudo na pobreza que se observa hoje, não haja sobras para quem possa ter vontades de financiar as oposições. Esse mesmo (quem) também acrescenta que por isso não se pagam as dívidas do Estado a quaisquer empresas de nacionais e participá-las em concursos públicos transparentes. Que alastre o desemprego que se dissemine a fome.

Como não ser-se tentado a acreditar nisso, perante tanta manipulação à vista de todos? Há grupos que se organizam para orar pela vida de Adalberto da UNITA, um dos líderes da oposição política mais combatidos depois da guerra e da forma mais descarada, como descarado continua o crime de colarinho branco, apesar do hipocritamente proclamado “combate cerrado à corrupção”.

Que alguém se lembre de rezar por Sua Exª o Senhor Presidente João Lourenço, para que Deus o ilume e deixe de fazer o mais difícil para facilitar o que restava para a reconciliação e estabilização de Angola, abrindo Angola para o futuro.

Se as portas fossem abertas para o futuro, ninguém viria, como no post anterior, dizer que eu MM, não tenho moral para vir dizer estas palavras porque quando primeiro-ministro, há quase trinta anos, também cometi erros. O que vemos, hoje, não são erros. São actos de quem nos quer convencer que por assumir o poder está isento de erros e pode fazer o que bem entender, porque o Discurso da Nação o pode ilibar de tudo. E outro dizia que com estas palavras não ajudo a reconciliar as partes.

Que partes, se só há uma parte a realizar a sua política de terra-queimada contra supostos rivais do próprio partido, contra todas as oposições construtivas, incluindo a da Igreja Católica, por não se apressar a proclamar o actual PR de Moisés II do Povo angolano; fujam angolanos para a pobre e rica Namíbia, quem sabe amanhã para a também vizinha Zâmbia e depois de amanhã para a não tão “congo” (como se dizia) RDC? Estou disponível para ser integrado num grupo de jovens e anciãos, ainda com cabeça fria, para aconselhar, informal e “humildemente” o nosso PR.

Há muitos anos que vou dando este sinal tão claro. Mas até aqui a resposta foi sempre acenar-me com cargos. E a minha “captura” para a tribuna do último comício de campanha do chamado “maioritário” (reler meu post do dia 22/08/17).

Por Marcolino Moco 

 

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